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Tudo a Meias

Histórias que chegam ao telhado. Agora também nas 'Netherlands'.

A música hipster é só para namorar

por tudoameias, em 02.04.13

 

Megafone

 

Então, foi assim… Sexta passada houve festa. Com os meus amigos. Porque nunca é demais comemorar um aniversário de alguém especial. Estar com todos eles, rir alto, dizer piadas, fazer piadas, calçar salto alto, pintar um lábio, este ou aquele acessório. Chamem-me fútil. Eu chamo-lhe diversão em estado puro.

Sou uma eclética musical. Gosto de tudo um pouco, desde o jazz, bossa nova ao hip-hop, rock e metal a acabar na eletrónica e drum&bass. Na sexta, acabei a noite chuvosa a ser coprotagonista de um grande dj set onde me diverti e fiz divertir. E cheguei à conclusão que as músicas mais totós e parolas à partida são as mais giras de dançar.

E não me envergonho disso agora que sair à noite se torna um hábito hipster onde só o gin é sinónimo de status, não comer para vestir bem igualmente e, mais ainda, onde só é cool quem conhecer bandas com nomes estranhos. Hipsters, tá claro!

Na sexta, não houve baladas (algumas guitarradas, vá...). Só batida e sempre a subir. Mais importante do que o género é a capacidade que a música tem de nos unir em torno de uma aparelhagem, de umas colunas, de um dj, de uma MC chanfrada, de um megafone, de uma cadência decadente quando nos aproximamos do fim e não queremos. Só mais uma!

A música que nos fez rir, saltar, abrir e fechar braços, fazer caretas, coreografias, tirar sapatos, cantar em uníssono e não pensar na chuva e no vento que fazia lá fora. O pior é sempre o dia a seguir. E ainda por cima "ele" não está cá. Cheguei a uma conclusão: a música hipster é só para namorar.