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Tudo a Meias

Histórias que chegam ao telhado. Agora também nas 'Netherlands'.

A ciência do belo

por tudoameias, em 19.02.13
Mala

 

 

Recentemente, o New York Times escreveu um artigo sobre o porquê de nos sentirmos atraídos pelas coisas bonitas. Pessoas, objetos, comidas, ambientes, locais… A cor, as paisagens naturais, a geometria das coisas parecem fazer parte da fórmula mágica por detrás da ciência do belo.

Vejamos. "Durante cerca de 2000 anos, filósofos, matemáticos e artistas viveram fascinados com as propriedades únicas do 'retângulo de ouro': ao subtrair um quadrado de um retângulo de ouro, o que resta é outro retângulo de ouro, e assim por diante - uma espiral infinita. Essas proporções 'mágicas' (cerca de 5 por 8) são comuns nas formas de livros, aparelhos de televisão e cartões de crédito, e fornecem a estrutura subjacente de alguns dos desenhos mais badalados da história: as fachadas do Pártenon e da Catedral de Notre Dame, o rosto da "Mona Lisa", o violino Stradivarius e o iPod original. Experiências que remontam ao século XIX mostram repetidamente que as pessoas invariavelmente preferem imagens nessas proporções, mas ninguém sabe porquê".

O design engoliu a sociedade? Sim, quando comparamos uma obra de arte como o Pártenon ao iPod. Lance Hosey, o autor do texto continua: "Afinal, o mau design funciona no sentido inverso: computadores mal desenhados podem ferir os pulsos, cadeiras desconfortáveis fazem mal à coluna e a iluminação demasiado brilhante e os ecrãs de computador podem cansar os olhos."

Eu pergunto-me: as minhas Melissas são giríssimas mas super desconfortáveis, o meu iPhone lindo de morrer é um luxo que pago caro. Ter um Mac (que não tenho e dizem os meus amigos geeks) é um grande flop… e o meu Mercedes 190 de 92 feiinho e cinza-rato continua aí para as curvas e nunca me deixa ficar mal. Ah, e nunca ouvi dizer que uns vertiginosos Christian Louboutin (para quem não sabe, os famigerados sapatos femininos) fazem bem à coluna ou aos joanetes. Onde está a vantagem do design aqui? Mas Hosey conclui, concordando comigo…

"Pensamos no design como arte, não ciência, um presente misterioso dos deuses, e não algo que resulte apenas do estudo diligente e informado (se bem que não concordo totalmente com este último já que alguns objetos como o iPod foram intensamente estudados na sua conceção). Mas se cada designer soubesse mais sobre a matemática da atração, a mecânica dos afetos, todo o design – desde as casas aos telemóveis, escritórios e carros - podia ficar bem e, ao mesmo tempo, ser bom para nós." Atualmente, o design sai caro e nem sempre compensa. Malditos cartões de crédito de dimensões perfeitas!

O artigo do New York Times na íntegra.